quinta-feira, 21 de abril de 2016

E quando a tecnologia não "colabora"?

Quando se utiliza tecnologia (ou um simples equipamento), pode acontecer que tudo funcione sem qualquer problema, que é o que se espera, que algo não funcione (acione o plano b) ou que nada funcione (ative o plano c!).

O principal é mesmo não desesperar em frente à audiência...


... e, se possível, manter o estilo!


Foi isto que tentei fazer numa apresentação recente, em que algo não funcionou bem.

O que sucedeu?

1. Já tinha utilizado várias vezes esta tecnologia (sistema online de votação), em diferentes contextos, com um número reduzido de participantes e com um significativo número de participantes.
2. Tinha testado na véspera e tudo funcionou normalmente.
3. Testei na manhã do dia do evento e... tudo 100%.
4. Testei antes da minha apresentação e... super!
5. Comecei a apresentação... pedi aos participantes para votarem e o número de votos começou a surgir no ecrã.
6. Quando terminou a votação e tentei avançar para o diapositivo seguinte... o computador bloqueou.
7. Mantenho a calma.
8. Brinco com o facto de até as apresentações feitas pela Microsoft terem problemas.
9. Não desisto.
10. Enquanto reinicio o PowerPoint e a apresentação, recordo um epsiódio que me aconteceu:

  • Ia ministrar uma formação sobre técnicas de apresentação. Tudo a postos. Pelo sim, pelo não, levo o portátil da minha mulher e coloco toda a apresentação num disco rígido. Peço, ainda, que a entidade organizadora tenha um portátil disponível.
  • Chego cedo, como habitualmente. O meu computador que tinha funcionado bem na véspera nem sequer inicia. Parece morto!
  • Aliviado, e até algo orgulhoso, por ter um outro computador disponível, ligo o portátil da minha mulher. Surpresa... não liga! 2ª morte do dia? Nem quero acreditar.
  • Só me faltava que o portátil da entidade organizadora não funcionasse. Mas funcionou! Também seria azar a mais...
  • A formação inicia-se a horas e decorre sem qualquer problema.
  • Chego a casa e tento ligar o meu portátil. Ligou! Renasceu?
  • Experimento o da minha mulher e... funciona!
  • E esta?
11. Tudo a postos! Nova tentativa e... voltou a não funcionar.
12. Avanço para o plano B... procurando manter o "estilo"!

Lamento não ter corrido melhor? Claro que sim. Mas o que poderia fazer mais?

Na verdade, estamos cada vez mais dependentes de computadores, internet, videoprojetores, energia, etc., o que aumenta a probabilidade de algo correr mal. Importa, por isso:
- Acionar o plano B
- Ativar o plano C, caso falhe o B
- manter o estilo!

segunda-feira, 18 de abril de 2016

E se não for boa ideia colocar marcas (bullet points) nos seus diapositivos?

A maior parte dos gurus das apresentações defende a NÃO utilização de marcas (bullet points) nos diapositivos de uma apresentação. Há até quem se refira à utilização de marcas como “Death by bullet points”.

Veja alguns exemplos de quem não defende (ou abomina!) a utilização de marcas:
  1. Bullet points can kill your presentation
  2. 10 ways to avoid death by bullet points
  3. Whats the subject and why it matters to you
  4. Bullets in presentations
  5. Bullets kill so do bullet points
  6. 8 rules for exceptional slide presentations
  7. Most presentations stink
  8. Fix your really bad poweerpoint 


Nancy Duarte, norte americana especialista em apresentações e autora de diversos livros, partilha desta ideia e oferece-nos esta imagem onde refere um dos problemas que as listas de marcas podem causar. Isto é, enquanto o apresentador se refere à primeira linha, os membros da audiência podem estar a ler os restantes pontos (na verdade, é algo que acontece com muito mais frequência do que pensamos). Este inconveniente poderá ser parcialmente resolvido se animar o conteúdo do diapositivo de forma a que exista uma adequada sintonia entre o que aparece na apresentação e o que o apresentador refere.


Na verdade, não sou tão fundamentalista quanto à NÃO utilização de marcas. Se as usarmos com critério, acredito, até, que de acordo com o tipo de apresentação que estamos a fazer, as marcas podem justificar-se. Por exemplo, enquanto sub pontos de uma ideia chave. Naturalmente que, de acordo com diversos autores, posso usar um diapositivo por cada marca e fica resolvido o problema. No entanto, a lista de pontos pode, na verdade, ajudar a sintetizar ideias, a dar unidade à informação que pretendemos transmitir, entre outras vantagens.

Reveja criticamente as suas apresentações. Se sentir que necessita de ajuda, contacte-nos!